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Anvisa começa processo de aprovação de remédio nacional que pode ajudar quem sofreu lesão

Anvisa aprova início de testes para remédio que leva esperança a quem teve lesão medular e perdeu movimentos

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 05/01/2026 às 22:36 · Atualizado há 3 horas
Anvisa começa processo de aprovação de remédio nacional que pode ajudar quem sofreu lesão
Foto: Reprodução / Arquivo

Anvisa aprova início de testes para remédio que leva esperança a quem teve lesão medular e perdeu movimentos

Pacientes que sofreram lesão na medula e perderam movimentos do corpo ganharam nesta segunda-feira (5) um motivo de esperança. A Anvisa aprovou o início dos testes de um medicamento cem por cento brasileiro.

O estudo começou em 1997. E, há três anos, a equipe da pesquisadora brasileira Tatiana Sampaio, professora doutora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, esperava a aprovação da Anvisa para o início dos testes clínicos. Nesta segunda-feira (5), a resposta chegou.

O anuncio foi feito numa coletiva do Ministério da Saúde.  

Em setembro de 2025, o Jornal Nacional mostrou que a bióloga Tatiana conseguiu produzir em laboratório a chamada polilaminina, uma rede de proteínas, que vai ficando escassa no corpo, ao longo da vida.

O estudo extraiu as proteínas de placentas e introduziu a polilaminina em oito pacientes paraplégicos e tetraplégicos. A substância foi capaz de recriar a rede de conexões entre os neurônios, no cérebro, e o restante do corpo e devolveu movimentos a seis pacientes. Um deles, que estava paralisado do ombro para baixo, voltou a andar sozinho.

Agora, a polilaminina sai da universidade e entra na primeira fase de testes para aprovação de um novo medicamento pela Anvisa. Nessa etapa inicial, as equipes vão observar a segurança do uso da substância nos pacientes, se ela provoca ou não reações adversas.  

Cinco pessoas com lesão completa da medula espinhal vão receber uma única injeção de polilaminina até 48 horas depois de sofrerem o trauma. Segundo o protocolo, elas serão acompanhadas por seis meses. Se não houver reações adversas graves, começam as próximas fases do estudo clinico, para saber se a polilaminina é realmente eficaz para devolver movimentos do corpo.

Antes de virar medicamento, a substância ainda precisa passar por três etapas de testes — e não há data para a conclusão.  

Anvisa aprova início de testes para remédio que leva esperança a quem teve lesão medular e perdeu movimentos — Foto: Reprodução/TV Globo

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