O preço do petróleo registrou alta nesta segunda-feira (5), em meio às tensões entre Estados Unidos e Venezuela, mas esse aumento não deve chegar às bombas de combustível no Brasil no curto prazo.
De acordo com o analista de Economia Fernando Nakagawa, no CNN 360°, o barril do tipo Brent, principal referência para o Brasil, subiu 1,76%, sendo negociado a US$ 61,82. Já o tipo WTI, referência nos Estados Unidos, teve alta de 1,83%.
O mercado de petróleo abriu o dia, já ainda na noite de domingo aqui no Brasil, nas Américas, mas já na manhã da segunda-feira na Ásia, com muita volatilidade
— explicou Nakagawa. Segundo ele, os investidores estão tentando entender o real impacto da situação geopolítica no mercado de petróleo.
A Venezuela já produziu mais de 3 milhões de barris de petróleo por dia, hoje não produz nem 1 milhão de barris, ou seja, é uma queda de mais de 2 terços
— Apesar de possuir as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, a Venezuela hoje tem um papel limitado no mercado global. , destacou o analista.
A nacionalização do setor petrolífero venezuelano e a falta de investimentos levaram a uma deterioração significativa da infraestrutura de produção, refino e transporte. Como resultado, o país atualmente produz menos de 1% do petróleo global diário, mesmo possuindo aproximadamente 20% das reservas comprovadas mundiais.
A Venezuela é um nome importante mais no futuro do que no presente
— concluiu Nakagawa, indicando que qualquer impacto significativo nos preços globais de petróleo e, consequentemente, nos combustíveis no Brasil, dependeria mais de uma recuperação da capacidade produtiva venezuelana a médio e longo prazo.