Amazonas registrou 46,1 mil hectares de florestas exploradas para fins madeireiros, o que corresponde a 15% de toda a área explorada na Amazônia brasileira.
O estudo mostra que o estado concentra uma fatia significativa da atividade madeireira, tanto legal quanto ilegal, e reforça a pressão sobre áreas protegidas no sul do território.
A persistência da ilegalidade em regiões estratégicas como o sul do Amazonas exige políticas mais firmes de governança e fiscalização.
Sobrevoo mostra desmatamento na floresta próxima de Manaus — Foto: Divulgação
O Amazonas registrou 46,1 mil hectares de floresta explorada para fins madeireiros entre agosto de 2023 e julho de 2024. O número faz com que o estado seja o segundo que mais explora madeira em todo o país no período. Os dados são parte de um estudo realizado pela rede Simex (ICV, Imaflora e Imazon), divulgados em dezembro do ano passado.
O número de hectares explorados no Amazonas corresponde a 15% de toda a área explorada na Amazônia brasileira. O levantamento aponta que o estado concentra parte relevante da exploração, legal e ilegal, e reforça a pressão sobre áreas protegidas no Sul do território.
O município de Lábrea ocupa a 2ª posição no ranking nacional de exploração ilegal, com 12,7 mil hectares de floresta explorados sem autorização. A região sul do Amazonas, que inclui Lábrea e entorno, aparece como uma das mais críticas.
Para o diretor de Florestas e Restauração do Imaflora, Leonardo Sobral, os dados revelam que, embora a área total explorada esteja estável, a ilegalidade no sul do Amazonas exige políticas mais firmes de governança e fiscalização. Ele destaca ainda os avanços que acredita estarem contribuindo para um monitoramento mais preciso.
No Amazonas, o desmatamento também pressiona territórios de povos originários. A Terra Indígena Kaxarari (AM/RO) foi uma das mais afetadas, com 2.885 hectares explorados ilegalmente.
A analista técnica do Imaflora, Júlia Niero, avalia que os números revelam um problema estrutural na forma como o país lida com a exploração ilegal de madeira em áreas protegidas. Para ela, o avanço dentro de Terras Indígenas e Unidades de Conservação mostra falhas nos mecanismos de fiscalização e uma resposta insuficiente diante de um cenário que se repete há anos.
Depois de 2 anos em queda, desmatamento na Amazônia aumenta no 1º semestre de 2025
A pesquisadora do Imazon Camila Damasceno alerta que a redução da exploração legal pode indicar enfraquecimento da gestão florestal, criando um mercado desleal para quem atua dentro da lei.
Madeira extraída de forma ilícita no Amazonas — Foto: Divulgação/Getty Images
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