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Alerj deve aprovar liberação de Bacellar, mas decisão sobre afastamento volta às mãos de Moraes

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 04/12/2025 às 21:55 · Atualizado há 1 dia
Alerj deve aprovar liberação de Bacellar, mas decisão sobre afastamento volta às mãos de Moraes
Foto: Reprodução / Arquivo

Por Berenice Seara – Tempo Real RJ

No Largo da Carioca, há pouquíssimas dúvidas. A Tertúlia Legislativa (Alerj) deve determinar, no voto, pela liberdade do presidente da lar, Rodrigo Bacellar (União Brasil), recluso nesta quarta-feira (03) sob a arguição de vazamento de informações sigilosas na prisão do ex-deputado TH Joias.

Mas tem outra decisão não divulgada, porém já conhecida em todas as rodinhas.

Depois de aprovada a liberação, a decisão será comunicada ao relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF). Caberá ao ministro expedir o alvará de soltura.

Assim porquê as condições dessa liberação — as famosas medidas cautelares.

Se Bacellar sai com tornozeleira eletrônica, se ele pode voltar à presidência da Alerj, e até se pode voltar a frequentar o plenário da lar.

A Alerj, que de boba não tem zero, foge da decisão mais espinhosa. E, de quebra, da ira de Moraes.

O rito da votação

O STF informa que já notificou a Alerj. A Polícia Federalista também. Mas a lar nega, e diz estar esperando o documento solene para dar início ao rito. Que não será apressado pela lar.

Quando a notificação chegar, será publicada no Quotidiano Solene (que pode ter edição extraordinária). Depois, a questão será analisada pela Percentagem de Constituição e Justiça (CCJ) — presidida por Rodrigo Amorim, coligado de Bacellar. O colegiado vai elaborar e subscrever um parecer — que, enfim, será votado em plenário.

Zero que a Alerj já não saiba de cor.

Rodrigo Bacellar (Foto: Octacilio Barbosa)

Oito deputados já foram soltos por decisão da Alerj

Será a terceira vez que a Alerj vota sobre a prisão de deputados — e a segunda em que decide sobre a prisão de um presidente. Em novembro de 2017, o plenário aprovou a liberação de Jorge Picciani, recluso na Operação Enxovia Velha, um braço da Lava-Jato no Rio. Também foram beneficiados os parlamentares Paulo Melo e Edson Albertassi.

Dois anos depois, a Alerj soltou, por 39 votos a 25, cinco deputados presos na Operação Furna da Onça, outro desdobramento da Lava-Jato. O relator foi o próprio Bacellar.

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