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Adolescentes da Fundação Casa se tornam pesquisadores em projeto da USP

Dois adolescentes de 16 anos se tornaram pesquisadores enquanto cumprem medida socioeducativa na unidade da Fundação Casa em Guarujá (SP).

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 07/01/2026 às 05:41 · Atualizado há 6 dias
Adolescentes da Fundação Casa se tornam pesquisadores em projeto da USP
Foto: Reprodução / Arquivo

Dois adolescentes de 16 anos se tornaram pesquisadores enquanto cumprem medida socioeducativa na unidade da Fundação Casa em Guarujá (SP).

Eles foram selecionados para participar de um projeto de iniciação científica que busca compreender e mapear a exploração do trabalho infantil em Santos (SP).

A Fundação Casa explicou ao g1 que não tem autorização para fornecer informações sobre os atos infracionais cometidos pelos jovens.

Encontros do projeto de iniciação científica com as pesquisadoras na Fundação Casa, em Guarujá, SP — Foto: Divulgação/Fundação Casa

Dois adolescentes de 16 anos se tornaram pesquisadores enquanto cumprem medida socioeducativa na unidade da Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente (Casa) em Guarujá, no litoral de São Paulo. Eles foram selecionados para participar de um projeto de iniciação científica que busca compreender e mapear a exploração do trabalho infantil em Santos (SP).

A Fundação Casa explicou ao g1 que não tem autorização para fornecer informações sobre os atos infracionais cometidos pelos jovens. A determinação consta no artigo 143 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que proíbe a divulgação de nomes, imagens e dados que possam identificar os menores envolvidos em procedimentos judiciais, policiais ou administrativos.

A pesquisa tem sido feita a partir da realidade vivenciada pelos próprios jovens. Um deles já está concluindo a medida socioeducativa, mas dará continuidade ao projeto após sair da Fundação Casa e afirmou que a experiência tem sido transformadora para ele e para a família.

Despertou nos adolescentes uma expectativa de continuidade. Ser pesquisador da USP deu um ânimo especial, e eles estão bastante motivados

— Alexander Pestana Vicente é diretor da unidade e destacou que a iniciativa tem gerado impactos positivos nos dois participantes. , afirmou ele.

De acordo com a Fundação Casa, as bolsas são voltadas a estudantes do Ensino Médio, têm o valor de R$ 300,00 e foram aprovadas em um edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio da Universidade de São Paulo (USP).

Da esquerda à direita, estão a pesquisadora Marcela Garrido Reghin, a coordenadora de pesquisa Maria Cristina Gonçalves Vicentin, os dois jovens participantes do projeto, o diretor Alexander Pestana Vicente, a professora Eliana Machado Canellas e a encarregada técnica Claudia Regina Gouveia dos Santos Rodrigues — Foto: Divulgação/Fundação Casa

A seleção ocorreu entre os jovens que manifestaram interesse voluntário em participar. A partir desse grupo, as pesquisadoras do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), a coordenadora de pesquisa da USP, Maria Cristina Gonçalves Vicentin, e a equipe pedagógica da Fundação Casa de Guarujá, consideraram os seguintes critérios para escolher os dois adolescentes:

➡️Trajetória de vida;➡️Afinidade com o tema do trabalho infantil;➡️Disponibilidade para as atividades de pesquisa.

Conforme divulgado pelo instituto nesta terça-feira (6), a pesquisa começou em agosto de 2025 e tem a duração de um ano. Os dados coletados pelos menores serão incorporados à pesquisa do Cebrap, que tem como objetivo contribuir para o reordenamento do sistema de garantia de direitos de crianças e adolescentes submetidos ao trabalho infantil em Santos.

Fundação Casa de Guarujá, SP — Foto: Reprodução/TV Tribuna

Os adolescentes cumprem uma carga horária de oito horas semanais. O tempo é destinado à leitura, atividades complementares e encontros com as pesquisadoras do Cebrap, Marcela Garrido Reghin e Larissa de Alcantara Viana, que os auxiliam no compartilhamento de relatos pessoais, na análise de dados e na investigação da exploração do trabalho infantil em seus territórios.

As experiências vividas como pesquisadores contribuem para a construção de uma sociedade mais justa e segura

— A presidente da Fundação Casa, Claudia Carletto, destacou que oferecer oportunidades para que eles entendam a própria realidade é essencial. , finalizou ela.

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