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Acordo UE-Mercosul: como economia de Minas pode ser impactada

Entidades que representam o setor produtivo mineiro avaliam de forma positiva o avanço do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, divulgado nesta sexta-f...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 10/01/2026 às 04:20 · Atualizado há 1 semana
Acordo UE-Mercosul: como economia de Minas pode ser impactada
Foto: Reprodução / Arquivo

Entidades que representam o setor produtivo mineiro avaliam de forma positiva o avanço do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, divulgado nesta sexta-feira (9), mas com expectativas diferentes.

Enquanto o agronegócio espera aumento das exportações e redução das barreiras impostas pelo mercado europeu, a indústria defende cautela e atenção aos impactos da nova zona livre de comércio.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Antônio de Salvo, afirmou que o acordo, que se arrasta há mais de 20 anos, é um ganho para o setor.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) também destacou o potencial do acordo, mas defendeu cautela na avaliação dos impactos sobre as empresas.

Plantação de café em Minas Gerais — Foto: Reprodução/Globo Rural

Entidades que representam o setor produtivo mineiro avaliam de forma positiva o avanço do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, divulgado nesta sexta-feira (9), mas com expectativas diferentes. Enquanto o agronegócio espera aumento das exportações e redução das barreiras impostas pelo mercado europeu, a indústria defende cautela e atenção aos impactos da nova zona livre de comércio.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Antônio de Salvo, afirmou que o acordo, que se arrasta há mais de 20 anos, é um ganho para o setor.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) também destacou o potencial do acordo, mas defendeu cautela na avaliação dos impactos sobre as empresas.

segmentos mais sensíveis à concorrência externa, além de atividades que dependem do cumprimento de exigências sanitárias e regulatórias específicas

— Segundo a entidade, a medida tende a beneficiar setores como café, mineração, siderurgia, celulose e as indústrias automotiva e de autopeças, mas é preciso atenção com .

Para o economista Bruno Carazza, doutor em direito econômico pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o acordo é mais benéfico para o agronegócio, que vai ter maior acesso ao mercado consumidor europeu. No entanto, a indústria mineira também vai ser impactada – positiva e negativamente.

A parte negativa, na visão do especialista, é o aumento da concorrência de produtos brasileiros com produtos europeus, principalmente na indústria de produtos finais.

Segundo o governo de Minas Gerais, Minas Gerais é o terceiro estado brasileiro que mais exportou para a União Europeia em 2024.

Naquele ano, 20% das exportações mineiras foram para a Europa, segunda principal região de exportação do estado, atrás somente da Ásia (47,2%).

Entre os principais produtos enviados para a União Europeia estão ferro-ligas, minérios de ferro, celulose e café, que responderam por 80,3% das exportações mineiras para o bloco.

O fluxo comercial entre Minas e a União Europeia alcançou mais de US$ 9,3 bilhões entre exportações e importações, com superávit de US$ 3,1 bilhões.

Nesta sexta-feira (9), os países da União Europeia (UE) confirmaram a aprovação do acordo comercial com o Mercosul, que dará origem à maior zona de livre comércio do mundo.

O próximo passo é a assinatura do texto, prevista para o próximo dia 17, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Argentina. Para valer, o tratado ainda terá que ser aprovado nos congressos dos países sul-americanos.

O acordo visa facilitar o comércio entre os países dos dois blocos, reduzindo impostos e burocracias na compra e venda de produtos. Na prática, ele permite que mercadorias como carne, soja, café e minério, produzidas no Mercosul cheguem mais facilmente à Europa, enquanto produtos europeus, como carros, medicamentos e máquinas, entrem com menos custo nos países sul-americanos.

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