Entidades que representam o setor produtivo mineiro avaliam de forma positiva o avanço do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, divulgado nesta sexta-feira (9), mas com expectativas diferentes.
Enquanto o agronegócio espera aumento das exportações e redução das barreiras impostas pelo mercado europeu, a indústria defende cautela e atenção aos impactos da nova zona livre de comércio.
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Antônio de Salvo, afirmou que o acordo, que se arrasta há mais de 20 anos, é um ganho para o setor.
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) também destacou o potencial do acordo, mas defendeu cautela na avaliação dos impactos sobre as empresas.
Plantação de café em Minas Gerais — Foto: Reprodução/Globo Rural
Entidades que representam o setor produtivo mineiro avaliam de forma positiva o avanço do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, divulgado nesta sexta-feira (9), mas com expectativas diferentes. Enquanto o agronegócio espera aumento das exportações e redução das barreiras impostas pelo mercado europeu, a indústria defende cautela e atenção aos impactos da nova zona livre de comércio.
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Antônio de Salvo, afirmou que o acordo, que se arrasta há mais de 20 anos, é um ganho para o setor.
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) também destacou o potencial do acordo, mas defendeu cautela na avaliação dos impactos sobre as empresas.
segmentos mais sensíveis à concorrência externa, além de atividades que dependem do cumprimento de exigências sanitárias e regulatórias específicas
— Segundo a entidade, a medida tende a beneficiar setores como café, mineração, siderurgia, celulose e as indústrias automotiva e de autopeças, mas é preciso atenção com .
Para o economista Bruno Carazza, doutor em direito econômico pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o acordo é mais benéfico para o agronegócio, que vai ter maior acesso ao mercado consumidor europeu. No entanto, a indústria mineira também vai ser impactada – positiva e negativamente.
A parte negativa, na visão do especialista, é o aumento da concorrência de produtos brasileiros com produtos europeus, principalmente na indústria de produtos finais.
Segundo o governo de Minas Gerais, Minas Gerais é o terceiro estado brasileiro que mais exportou para a União Europeia em 2024.
Naquele ano, 20% das exportações mineiras foram para a Europa, segunda principal região de exportação do estado, atrás somente da Ásia (47,2%).
Entre os principais produtos enviados para a União Europeia estão ferro-ligas, minérios de ferro, celulose e café, que responderam por 80,3% das exportações mineiras para o bloco.
O fluxo comercial entre Minas e a União Europeia alcançou mais de US$ 9,3 bilhões entre exportações e importações, com superávit de US$ 3,1 bilhões.
Nesta sexta-feira (9), os países da União Europeia (UE) confirmaram a aprovação do acordo comercial com o Mercosul, que dará origem à maior zona de livre comércio do mundo.
O próximo passo é a assinatura do texto, prevista para o próximo dia 17, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Argentina. Para valer, o tratado ainda terá que ser aprovado nos congressos dos países sul-americanos.
O acordo visa facilitar o comércio entre os países dos dois blocos, reduzindo impostos e burocracias na compra e venda de produtos. Na prática, ele permite que mercadorias como carne, soja, café e minério, produzidas no Mercosul cheguem mais facilmente à Europa, enquanto produtos europeus, como carros, medicamentos e máquinas, entrem com menos custo nos países sul-americanos.
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