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8 dicas para ensinar educação financeira para crianças e jovens

A educação financeira infantil é um passo essencial para formar pessoas mais conscientes e preparadas para lidar com decisões econômicas com sabedoria. 

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 06/01/2026 às 15:06 · Atualizado há 1 semana
8 dicas para ensinar educação financeira para crianças e jovens
Foto: Reprodução / Arquivo

A educação financeira infantil é um passo essencial para formar pessoas mais conscientes e preparadas para lidar com decisões econômicas com sabedoria. 

Segundo pesquisa global do Santander em parceria com o instituto Ipsos UK,  84% dos entrevistados não tiveram educação financeira na escola e afirmam que gostariam de ter recebido esse aprendizado, já no Brasil esse número chega a 91%.  

Para o psicólogo comportamental, Marco Antonio Casagrande, sócio-fundador da Escola Mira, rede especializada no desenvolvimento de habilidades como educação financeira e empreendedorismo para crianças e jovens, ensinar sobre dinheiro vai além do consumo, sendo uma ferramenta essencial para decisões conscientes e responsáveis.

No Brasil, o tema ainda não faz parte da rotina da maioria das famílias e escolas, o que contribui para dificuldades no controle de gastos, endividamento e falta de planejamento no futuro

— Ele destaca que, ao aprender sobre o tema, as pessoas passam a compreender o valor do trabalho e a importância do planejamento - que refletem inclusive o desempenho acadêmico. , explica Casagrande. 

Para ensinar sobre finanças para crianças e jovens, o psicólogo comportamental apresenta práticas educativas que podem ser utilizadas no dia a dia. Confira:   

Inclua o tema nos diálogos do dia a dia. Explique para que o dinheiro serve e como é usado, sempre com situações simples e reais. Mostre na prática, em uma compra na padaria, por exemplo, quando paga o pão, diga que o dinheiro é trocado por produtos, sendo necessário para comprar alimentos, roupas e entre outros.   

As crianças aprendem observando, portanto, mostrar atitudes como planejar compras, comparar preços e evitar gastos impulsivos é uma das formas mais eficazes de ensinar. Para incentivar, vale explicar que economizando ainda se tem o troco, que pode ser investido em um item a mais. 

Jogos de tabuleiro, brincadeiras de “mercadinho” e desafios com moedas ajudam a entender conceitos como troca, valor e escolhas financeiras de forma lúdica. Ao aprender dessa forma, a criança se envolve mais, desenvolve o raciocínio e passa a relacionar essas experiências com situações do dia a dia. 

Ensine a diferença entre o que a pessoa quer e o que realmente precisa, contribuindo para decisões mais conscientes no futuro. Por exemplo, ao ir a uma loja, mostre os produtos que realmente são necessários naquele momento, como material escolar, e os desejos, como brinquedos, e converse sobre o que deve ser priorizado.  

Ajude a definir objetivos, como comprar um brinquedo ou realizar um passeio. Definam juntos o valor necessário e quanto será guardado por semana no cofrinho. Acompanhar o progresso ensina planejamento, paciência e organização financeira de forma concreta. 

Antes de ir ao supermercado, por exemplo, combine um valor máximo para gastar em determinados itens. Durante as compras mostre os preços, compare marcas e explique por que algumas escolhas são feitas dentro do orçamento, tornando o momento uma experiência educativa. 

Explique a importância de evitar desperdícios e cuidar dos objetos, relacionando consumo com responsabilidade. Antes de comprar algo novo, converse se o item realmente é necessário ou se pode ser reaproveitado.  

Use linguagem e exemplos adequados à faixa etária, respeitando o ritmo de aprendizado de cada criança. Para as menores, utilize histórias, desenhos, músicas e brincadeiras simples envolvendo dinheiro e trocas, já para as maiores, introduza conceitos como mesada, planejamento de gastos e comparação de preços.  

Investir em educação financeira infantil é preparar uma geração para enfrentar desafios econômicos, promovendo equilíbrio, consciência e responsabilidade. Além disso, envolver família e escola nesse processo potencializa o aprendizado, tornando-o mais significativo e aplicável no cotidiano

— conclui Casagrande. 

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