Marielle: Polícia Federal diz ter outros seis alvos em investigação do caso
A Polícia Federal pode oferecer um acordo de delação premiada ao ex-policial militar Ronnie Lessa, acusado de ser o autor dos disparos que mataram a vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes. Essa possibilidade se abriu depois da colaboração de Élcio Queiroz, seu cúmplice, que revelou detalhes de como Marielle e Anderson foram executados. Fontes ouvidas pela jornalista Natuza Nery revelam que a delação de Queiroz complicou a situação de Lessa, porque trouxe indícios robustos da autoria do crime. Só que no caso de Lessa as exigências seriam maiores: a PF deve exigir que Lessa traga informações ou indícios novos sobre o mandante ou os mandantes do crime contra Marielle. (g1)
Dois meses atrás, a mulher de Lessa, Elaine, alterou seu depoimento e retirou seu álibi para a noite do assassinato. Essa nova versão foi fundamental para Queiroz decidir fechar sua delação. (Jornal Nacional)
Lessa chegou a manifestar interesse em colaborar. A jornalista Bela Megale apurou que ele falou diretamente com membros da Secretaria da Polícia Civil do Rio, no começo do ano, e chegou a dar informações que envolveriam o suposto mandante do assassinato de Marielle e Anderson. As informações teriam chegado ao governador Cláudio Castro, que determinou que a polícia as levassem ao Ministério Público do Rio. Mas as tratativas não avançaram. (Globo)
Octávio Guedes: “O avanço nas investigações representou uma derrota para Castro, que, em nome de aliados, moveu céus e montanhas para impedir que Leandro Almada fosse nomeado superintendente da Polícia Federal no Rio. O delegado se transformou em desafeto de políticos porque foi ele quem investigou as tentativas de obstrução de justiça ao caso Marielle.” (g1)
Flávio Dino, ministro da Justiça e Segurança Pública, foi às redes desabafar sobre as reações à operação da Polícia Federal. “Me impressiona a quantidade de gente incomodada com o avanço das investigações do caso Marielle. Me impressiona mas não me intimida nem desmotiva”, escreveu. O ministro criticou o que nomeou de “disparates jurídicos proferidos por incompetentes; comentários grosseiros na TV; campanhas de desinformação via internet; reclamação pela presença da Polícia Federal nas investigações.” (CNN Brasil)