A minirreforma ministerial deve finalmente ser concluída hoje. Foi o que afirmou ontem o ministro da Secretaria Especial de Comunicação Social, Paulo Pimenta. “As conversas estão acontecendo. Acredito que nas próximas horas nós vamos poder concluir esse processo todo”, disse. Os deputados André Fufuca (PP-MA) e Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) devem assumir, respectivamente, os ministérios do Esporte — que deve ser turbinado ao incorporar a regulação de apostas online — e de Portos e Aeroportos. Mas, para bater o martelo e oficializar o embarque do Centrão, Lula precisa conversar com o vice-presidente Geraldo Alckmin sobre o futuro no governo do seu partido, o PSB. Para dar lugar a Costa Filho, o atual ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França (PSB), terá de ser acomodado em outra pasta. Ciência e Tecnologia, de Luciana Santos, é uma possibilidade. Além de falar com eles dois, Lula também tem de conversar com a ministra Ana Moser (Esportes). França também pode assumir o Ministério da Indústria e Comércio Exterior, de Alckmin. A falta de interesse do Centrão deve fazer com que a pasta da Micro e Pequena Empresa, anunciada na semana passada pelo presidente, fique no papel. (g1)
Outra reforma, a administrativa, deve começar a andar, apesar de o PT ser contra. Essa será a pauta de uma reunião hoje entre a equipe econômica e ministros. A proposta começou a ganhar força por pressão do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que considera essa uma chance de responder às críticas de que só há planos para aumentar gastos. Lira tem ouvido interlocutores do mercado que defendem uma agenda sobre despesas, em vez de focar apenas no aumento de receitas. O envio de uma reforma administrativa ao Congresso pode ser recebido como o arcabouço fiscal e a votação da reforma tributária na Câmara, com otimismo do mercado. O governo teme que Lira resgate a proposta de reforma preparada pelo ex-ministro da Economia Paulo Guedes e enviada ao Congresso no governo Bolsonaro. (Estadão)