Otávio Mesquita, investigado por estupro, acionou a Justiça contra a humorista Juliana Oliveira, responsável pela denúncia.
Segundo o colunista Rogério Gentile, do UOL, o apresentador se sente ofendido com a acusação "inconsequente de estupro com emprego de força física" e decidiu processar Juliana por danos morais, em uma ação que cobra uma indenização em torno de R$ 50 mil.
No processo, ele afirma que deve doar o valor para uma Organização Não Governamental (ONG) que atua com mulheres vítimas de violência e declara ainda ser uma pessoa "íntegra, de conduta ilibada". Além disso, diz que a situação com Juliana não passou de uma "cena de humor".
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A dinâmica do referido programa era reconhecida justamente pela adoção de esquetes de humor caricatural, em tom cômico, com abordagens muitas vezes sensuais ou provocativas, o que era aceito e praticado por todos os envolvidos
— disse à Justiça a defesa de Otávio.
O processo também cita outras situações com "brincadeiras de cunho sexual" envolvendo Juliana no programa "The Noite", do SBT. "As brincadeiras da ré [Juliana], incluindo as de cunho sexual, não eram situação incomum. Na verdade, eram a sua forma de atuar especialmente em público com toda a equipe e convidados", seguiram os advogados.
Por fim, a defesa alega que a acusação de estupro é "desserviço para a causa feminista num País com tantos graves casos de violência contra a mulher".
Lembre o caso
No último mês de março, Juliana Oliveira fez uma representação criminal no Ministério Público contra Otávio Mesquita afirmando que, durante a gravação de um programa, em 2016, o apresentador tocou em seu seio e em suas partes íntimas, mesmo ela tentando se esquivar.
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Devido à representação, o MP pediu à Polícia para investigar o episódio.
Ao UOL, o advogado da humorista disse que Otávio tenta "desqualificar moralmente a vítima" e que isso é "algo comum em situações envolvendo homens brancos e mulheres negras". "Ele está tentando criar um álibi para justificar sua conduta", afirmou Hédio Silva Júnior.