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PF investiga ataques cibernéticos a deputados que apoiaram PL Antiaborto

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 02/12/2025 às 10:39 · Atualizado há 2 semanas
PF investiga ataques cibernéticos a deputados que apoiaram PL Antiaborto
Foto: Reprodução / Arquivo

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A Polícia Federalista (PF) deflagrou a Operação Intolerans nesta terça-feira (02). A operação mira suspeitos de ataques cibernéticos contra sites de deputados federais que apoiaram o Projeto de Lei nº 1904/2024, também sabido uma vez que PL Antiaborto. A PF cumpriu dois mandados de procura e mortificação em São Paulo (SP) e Curitiba (PR).

A operação procura reprimir e esclarecer uma ofensiva coordenada que gerou instabilidade e períodos de indisponibilidade nos sites dos parlamentares, o que afetou a informação institucional e a atuação legislativa. A ação contou com o pedestal de parceiros estrangeiros por meio de cooperação jurídica internacional.

Operação Intolerans: PF aprofunda investigações e identifica sites afetados

O ataque cibernético é do tipo negação de serviço (DDoS), que tenta sobrecarregar um servidor ou site para torná-lo inutilizável. 

Páginas de deputados teriam sido alvos de ataques cibernéticos do tipo DDoS (Imagem: JARIRIYAWAT/Shutterstock)

A operação visa identificar e responsabilizar os envolvidos na ação criminosa. E a PF prossegue com as investigações para asseverar a responsabilização dos autores.

Entre os deputados afetados, estão:

  • Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que teve o site invadido e substituído por uma publicação antiga do presidente Lula (PT) no X/Twitter;
  • Alexandre Ramagem (PL-RJ), dos quais site foi derrubado por instabilidade no servidor;
  • A página de Bia Kicis (PL-DF) saiu do ar posteriormente sobrecarga;
  • O domínio do Procurador Paulo Bilynskyj (PL-SP) ficou inacessível por um erro interno.

Além desses, outros parlamentares relataram invasões cibernéticas na quadra da discussão do texto, incluindo Júlia Zanatta (PL-SC), Greyce Elias (Avante-MG) e o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, segundo o G1. 

No entanto, a Escritório Brasil apontou que não há informações a reverência dos deputados que foram afetados pelos ataques hackers.

PL Antiaborto gera controvérsia ao equiparar interrupção da gravidez a homicídio

O Projeto de Lei nº 1904/2024 equipara a interrupção da gravidez posteriormente a 22ª semana ao transgressão de homicídio. 

O texto altera o Código Penal e prevê a emprego de pena de homicídio simples (seis a 20 anos de prisão) a casos de monstro realizados posteriormente esse período, incluindo vítimas de estupro. 

Deputado Sóstenes CavalcanteO deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, é um dos autores do Projeto de Lei Antiaborto (Imagem: Lula Marques/Escritório Brasil)

A pena valeria tanto para a gestante que provoque o monstro em si mesma ou consinta quanto para quem realizar o procedimento.

Pela proposta, os profissionais poderiam ser punidos em caso de interromper a gravidez de feto que não seja anencéfalo, ainda que seja fruto de violência contra crianças e adolescentes. 

Atualmente, o monstro no Brasil é permitido, sem limite de tempo de gravidez, se for resultante de um estupro, se colocar a vida da mãe em risco ou se o feto for anencéfalo. 

O PL não altera a lei nos casos de anencefalia e de gravidez com risco para a mãe.

O projeto, de autoria do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) com Evair Vieira de Melo (PP-ES) e Procurador Paulo Bilynskyj (PL-SP), foi reconhecido com urgência de maneira simbólica na Câmara dos Deputados em junho de 2024. 

A aprovação de urgência permite que a proposta vá direto para votação em plenário, sem precisar passar pelas comissões. A decisão foi tomada em 23 segundos, com pedestal da bancada evangélica. E gerou poderoso repercussão negativa nas ruas e nas redes sociais.

Leia mais:

Na Câmara, posteriormente intensa pressão popular, o debate apressurado foi suspenso pelo portanto presidente da Vivenda, Arthur Lira (PP-AL). Agora, o texto está parado no Senado.

O PL está parado desde agosto de 2024 na Percentagem de Previdência, Assistência Social, Puerícia, Mocidade e Família (CPASF), onde tinha previsão de ser discutido em audiência pública. 

O atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), não deu prosseguimento às discussões sobre o texto.

(Esta material também usou informações da Polícia Federalista.)

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