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Estudo aponta qual é o limite de horas que você pode ver TV por dia

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 20/08/2024 às 11:12 · Atualizado há 2 semanas
Estudo aponta qual é o limite de horas que você pode ver TV por dia
Foto: Reprodução / Arquivo

Pesquisadores da Universidade Médica de Tianjin, na China, identificaram uma relação entre o hábito de passar muitas horas em frente à TV e problemas de saúde. Segundo estudo publicado por eles, assistir mais de cinco horas de televisão por dia representa riscos ao cérebro.

Tomografias cerebrais revelaram mudanças no cérebro

  • No total, a equipe analisou os hábitos de vida e as informações de saúde de 407 mil moradores do Reino Unido.
  • Os voluntários da pesquisa tinham idades entre 37 e 73 anos e estavam inscritos em um banco de dados britânico, o UK Biobank.
  • Cerca de 40 mil tinham registros de tomografias cerebrais.
  • Nenhum deles tinha qualquer doença diagnosticada no início do período analisado.
  • As informações são do Metrópoles.
Assistir TV por muito tempo pode fazer mal ao cérebro, segundo pesquisa (Imagem: brizmaker/Shutterstock)

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Riscos de desenvolver demência, Parkinson ou até sofrer um derrame

A conclusão dos pesquisadores é que passar muito tempo vendo TV representa um risco 44% maior de desenvolver demência em comparação a assistir uma hora ou menos por dia. Já para aqueles que assistiam de três a cinco horas por dia, o risco foi 15% mais alto se comparado às pessoas que quase não assistiam.

O costume de ficar sentado muito tempo em frente ao aparelho também foi associado a um aumento de 12% no risco de sofrer um derrame e de 28% no de apresentar Parkinson. Durante os 13 anos de acompanhamento, 5.227 pessoas desenvolveram demência, 6.822 tiveram derrames e 2.308 foram diagnosticadas com Parkinson.

Hábito de assistir TV por muito tempo pode ter relação com a demência (Imagem: LightField Studios/Shutterstock)

Segundo os pesquisadores, as imagens cerebrais dos voluntários com mais de cinco horas diárias em frente à TV mostravam menos massa cinzenta no cérebro, bem como menor extensão de regiões associadas à memória. As duas características são frequentemente associadas a doenças neurológicas.

O estudo também analisou os hábitos relacionados ao tempo de uso do computador. No entanto, não foram encontrados problemas no cérebro nestes casos. A justificativa, segundo os cientistas, seria porque usar o computador é um comportamento mentalmente desafiador.

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