Um Mercado de Bilhões
A indústria do anime japonês acumula quase 4 trilhões de ienes por ano, com cerca de 300 séries em exibição simultânea. No entanto, os animadores japoneses responsáveis por essa produção enfrentam salários que mal cobrem o aluguel.
Dois Mundos Distintos
Segundo o especialista Kiyoshi Tane, a realidade do setor se divide em dois mundos muito distintos. Os grandes estúdios conseguem atrair talentos e se manter de pé, mas as produtoras de pequeno e médio porte vivem em uma "ocupação rentável" que não permite aumentar os salários.
13% dos animadores na faixa dos 20 anos recebem menos de 100 mil ienes por mês. Mesmo entre os veteranos, a renda anual raramente ultrapassa a faixa de 2 a 3 milhões de ienes.
Uma Estrutura Financeira Falha
Para entender a raiz do problema, é preciso olhar para a estrutura financeira que sustenta o mercado de animes. Em vez de um único estúdio assumir o risco de um projeto, um grupo de empresas corporativas reúne o orçamento de produção e fica com a grande fatia das receitas geradas por merchandise, Blu-rays e licenciamento internacional.
Isso resulta em estúdios que efetivamente desenham cada frame do episódio recebendo uma taxa fixa inicial que, na maioria dos casos, nem sequer cobre os custos operacionais de manter sua equipe de animadores trabalhando.