O mercado melhorou em R$ 887 milhões a sua estimativa para o déficit primário do governo federal deste ano. É o que mostra o Prisma Fiscal de setembro, divulgado nesta quinta-feira (11) pelo Ministério da Fazenda e baseado em estimativas de instituições financeiras, consultorias e gestoras de recursos. Os números foram coletados até 5 de setembro.
A estimativa, sempre mediana, para o déficit primário de 2025 passou de R$ R$ 70,887 bilhões para R$ 69,990 bilhões na comparação mensal. A meta de resultado primário é de déficit zero para este ano, com intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB) para cima e para baixo.
Já a estimativa de instituições financeiras, consultorias e gestoras de recursos para o déficit primário do ano que vem também teve piora e variou de R$ 81,063 bilhões para R$ 81,826 bilhões.
No caso da dívida bruta do governo geral (DBGG), principal indicador do estoque de endividamento público, a projeção do mercado foi de 79,80% para 79,74% no fim deste ano. O número é medido em relação ao PIB. Para 2026, a estimativa variou de 83,87% para 83,80% a.a.
Por sua vez, a expectativa para a arrecadação federal de 2025 passou de R$ 2,882 trilhões para R$ 2,884 trilhões.
No caso das receitas líquidas, passou de R$ 2,323 trilhões para R$ 2,325 trilhões. Já a projeção para as despesas totais do governo federal variou de R$ 2,395 trilhões para R$ 2,396 trilhões.
Para 2026, as projeções para essas variáveis ficaram respectivamente em: R$ 3,059 trilhões (contra R$ 3,080 trilhões calculados anteriormente); R$ 2,499 trilhões (R$ 2,491 trilhões); R$ 2,588 trilhões (R$ 2,576 trilhões).
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