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Arthur Lira leva seu candidato à sucessão para primeiro evento público e tenta aproximá-lo do setor do etanol | Política

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 21/10/2024 às 11:49 · Atualizado há 1 semana
Arthur Lira leva seu candidato à sucessão para primeiro evento público e tenta aproximá-lo do setor do etanol | Política
Foto: Reprodução / Arquivo

Em campanha para fazer seu sucessor, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), levou seu candidato na disputa pela presidência da Casa, o deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), para um evento do setor sucroalcooleiro nesta segunda-feira em São Paulo, como forma de aproximá-lo do grupo, que foi um de seus principais apoiadores no cargo.

O etanol não pode estar atrás de nenhuma outra fonte de energia

— defendeu Lira na abertura da 24ª Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol.

A cerimônia foi marcada por homenagens e discursos exaltando o presidente da Câmara e o setor, que tem registrado ganhos recordes com o aumento da mistura do etanol aos combustíveis fósseis. O papel dele na aprovação do combustível do futuro, do Mover (nova política para o setor automotivo) e de uma emenda constitucional garantindo a competitividade tributária do etanol sobre a gasolina foram lembradas nas falas.

A Câmara cumpriu papel fundamental na pauta verde e energética

— discursou o presidente. “[Foi] Uma construção que todos os astros ajudam. Do Arthur Lira, de um Estado produtor de Alagoas, do [presidente do Senado ser o] Rodrigo Pacheco, de um Estado produtor, Minas Gerais. Câmara e Senado atuando ativamente nessa pauta”, afirmou.

Além de Lira, apenas dois outros deputados discursaram, embora mais estivessem presentes: Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), que é presidente da Comissão Especial da Câmara sobre Transição Energética e Produção de Hidrogênio Verde e esteve envolvido na discussão de quase todos esses projetos; e Hugo Motta, levado por Lira como seu candidato à sucessão.

Motta foi apresentado pelo locutor como um dos responsáveis pela articulação para aprovar o combustível do futuro, como líder do Republicanos, e afirmou que há um compromisso com “um setor de tanta importância para o Brasil” e para a agenda da transição energética.

Ele também destacou que o diálogo entre o setor produtivo, o Parlamento e o Executivo foi importante para avançar na agenda verde. “Temos a condição de dizer que o Brasil hoje discute de igual para igual, com qualquer país do mundo, a transição energética”, afirmou.

O presidente da Câmara não fez nenhum gesto mais explícito do apoio a Motta na eleição para sucedê-lo durante o discurso, mas exaltou o papel dele como representante no evento do “colégio de líderes partidários”, que reúne todos os partidos com representação na Câmara para decidir a pauta de votações do plenário todas as semanas.

Lira disse que “muito se fala” sobre a qualidade da condução de sua presidência e que “isso se deve muito a qualidade dos seus líderes” que representam seus setores e bancadas partidárias. “O colégio de líderes na Câmara é imprescindível para a condução deste país”, afirmou o presidente, ao destacar a necessidade de segurança jurídica para o país crescer.

Os dois adversários de Motta neste momento também são líderes de seus partidos: Antônio Brito (PSD-BA) e Elmar Nascimento (União-BA) – que era o favorito de Lira e costumava participar com ele destes eventos até a escolha do candidato do Republicanos em setembro.

Diante de tantas homenagens, Lira ainda brincou que dava bom dia “talvez com ares de bota-fora” do cargo, mas que espera ser chamado nos próximos, mesmo após deixar a presidência da Câmara em fevereiro. “Eu, como eventual presidente da Câmara, não contando, e contando, os dias para que ele [mandato] chegue ao final, com a certeza de que se Deus quiser, e um convite eu receber, estarei aqui de novo ano que vem”, afirmou.


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