O ser humano está longe de ser o único animal sociável e carente de atenção. E nem estamos falando dos nossos parentes mais próximos: existe um peixe-lua em um aquário no Japão que precisa tanto de interações humanas quanto qualquer Homo sapiens.
Tanta era a vontade de se comunicar com pessoas que, durante um período de fechamento do aquário em que esse peixe-lua (Mola mola) japonês vive, os trabalhadores do lugar precisaram achar uma solução criativa para a carência.
A situação já tinha virado caso de saúde: o peixe estava tão triste, que parou de comer águas-vivas e começou a esfregar o corpo no tanque incessantemente.
No começo, os biólogos do aquário suspeitaram que poderia ser um caso de parasitas ou problemas digestivos. Foi então que um deles sugeriu que o peixe poderia ter ficado solitário e triste durante a renovação do aquário, quando não houve visitantes.
Ele estava certo. Em uma foto publicada nas redes sociais do aquário Kaikyokan, localizado em Shimonoseki, o peixe-lua é visto nadando em frente a fotos de rostos humanos presos a uma fileira de uniformes, que simulam a fanbase que ele está acostumado a receber.
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E realmente funcionou. Segundo o comunicado do aquário no X (antigo Twitter), o peixe já parecia melhor no dia seguinte. Algum tempo depois, foi possível observar o balanço normal das nadadeiras do animal e o retorno aos hábitos alimentares.
Esse tipo de animal é encontrado em todos os oceanos do mundo, mas é considerado uma iguaria no Japão: todas as partes do peixe podem ser usadas na culinária. Em cativeiro, a expectativa de vida deles é de até 10 anos, porém raramente são encontrados em aquários por serem exigirem cuidados difíceis.
Continua após a publicidadeO exemplar de Kaikyokan tem 80 cm e pesa 30 kg. Por mais que o número surpreenda, é pouco quando comparado com outras espécies da mesma família: o maior grandalhão até hoje encontrado, um exemplar de Mola alexandrini, possuía 2,7 toneladas – fazendo jus ao título de maior peixe ósseo do mundo. Em comparação com seus parentes mais próximos, os baiacus, que chegam à no máximo 1 metro de comprimento, os peixe-lua podem triplicar essa medida.
Mai Kato, um membro da equipe do aquário, disse ao jornal japonês Mainichi Shimbun que o animal “é curioso e nadava até os visitantes quando eles se aproximavam do tanque.”
Nas redes, as imagens e a história foram um sucesso. Quem já tinha visitado o bichano compartilhou vídeos de interações que pareciam uma forma adaptada do animal dizer “oi”.
Continua após a publicidade閉館前に何度か行った時にマンボウさんはわざわざ寄ってきて挨拶してるかのような感じでした。
またオープンしたら会いに行くね!!とお伝えください! pic.twitter.com/dXBFvxQv7z— ユウハル@書店パート (@y1475m) January 3, 2025
Quem acabou de conhecê-lo espera poder visitar o exemplar em breve com a reabertura do aquário. Por ora, o local ainda não disse até quando os amigos imaginários ficarão acoplados ao vidro.
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