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Diretor de ‘Ainda estou aqui’ diz que filme não sa...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 15/02/2025 às 14:09 · Atualizado há 1 semana

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O diretor de “Ainda estou aqui“, filme brasileiro indicado ao Oscar, disse, em entrevista à CNN dos Estados Unidos, que a gravação do longa metragem não foi possível durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Walter Salles disse, ao lado da protagonista do filme Fernanda Torres, que o lançamento só aconteceu por causa do retorno da democracia ao Brasil e ainda destacou que o país esteve na iminência de sofrer um golpe de estado no final de 2022.

Falando sobre os anos que o filme demorou para sair do papel, o cineasta disse: “também demorou sete anos porque, durante quatro anos, o país se virou para a extrema direita, e nunca teríamos tido a possibilidade de filmar durante esse período. Portanto, o filme é produto do retorno da democracia ao Brasil. O retorno do presidente Lula à Presidência e o retorno da democracia que permitiram que o filme existisse”.

Em seguida, ele falou sobre a tentativa de golpe de estado. Bolsonaro e mais 36 aliados foram indiciados por tentar arquitetar um golpe para que ele permanecesse no poder depois de ser derrotado nas urnas em 2022. O caso está com a Procuradoria-Geral da República (PGR), que, ao que tudo indica, deve denunciar os suspeitos ainda este mês.

Filmamos em 2023 sem ter a menor ideia de que havia acontecido uma tentativa de golpe de Estado

— disse Salles, que foi interrompido por Fernanda Torres, “um golpe militar”.

As notícias reveladas pela Polícia Federal mostraram que aquele golpe de estado, que incluía o assassinato do presidente Lula, do vice-presidente Alckmin, quase se tornou a realidade do país. Quase deu certo. Isso foi agora. Então, no meio do lançamento do filme, percebemos, mais do que nunca, que era um filme sobre hoje, sobre o que está acontecendo no país nesse nexato momento

— concluiu o diretor.

O longa “Ainda estou aqui” foi indicado ao Oscar em três categorias: melhor filme, melhor filme internacional e melhor atriz, para a interpretação que Torres deu a Eunice Paiva, mãe de Marcelo Rubens Paiva e viúva do ex-deputado Rubens Paiva, morto pela ditadura militar.



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